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 Desde a última administração, o valor da tarifa no transporte coletivo vem sendo tema de polêmica. O valor da passagem de ônibus já chegou a R$1, 75, porém por diversos fatores associados a  planilhas de custo e manutenção dos veículos pelas empresas de transporte público a tarifa de ônibus voltou a valer R$1,55 por decisão judicial. Esta semana na última segunda-feira um movimento de greve organizado pela categoria, e sindicato dos rodoviários levou a cidade ao caos. Muitas pessoas perderam o dia de trabalho, consultas médicas, entre outros, por não conseguirem pegar um ônibus que as levassem ao local desejado. Os trabalhadores reivindicam melhores salários e manutenção dos benefícios já adquiridos que iria ser cortado devido à justificativa que o valor da passagem a R$1,55 é insuficiente para manter todos os benefícios e salário dos motoristas.

Uma reunião com o prefeito Custódio Matos e representantes da categoria conseguiu suspender a greve até o dia 20, no entanto a classe trabalhista ainda espera as negociaçõessalarias; o impasse referente ao  custo da passagem ainda continua. Por decisão judicial o valor de R$1,5 não será alterado até o final do processo que tramita na Vara da Fazenda Pública e Autarquias Municipais que avalia a planilha de custos apresentadas pelas empresas de transporte público de Juiz de Fora. “Para a juíza Ana Maria Lammoglia  Jabour, a reivindicação pelo aumento da passagem não pode estar atrelada  à questões trabalhistas”. A juíza não descarta a discussão de novo valor da passagem de ônibus, porém a mesma só pode ser feita com a participação dos peritos indicados pela justiça. Não só a classe trabalhista quanto à população espera a conclusão do processo para que a situação no transporte coletivo volte a normalidade, os  trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e a população deseja um transporte público de qualidade pois com greves e paralisações são os que ficam mais prejudicados

 

 

                             12-onibus

                           Foto: Acessa.com

 

 

Insegurança é a marca do cotidiano. Basta olhar ao redor e constatar como a violência está presente em todas as partes. Nas escolas a situação não é diferente. Estudos comprovam como a violência vem tomando proporções cada vez maiores. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fernand Braudel em parceria com a Fundação Victor Civita mostra que os casos de violência mais citados  pelos pais dos alunos de colégios públicos de São Paulo são agressões físicas 45%, roubos e furtos aparecem com 40% e o consumo de drogas32%. Os pais temem pela segurança dos filhos na escola. Isso não é parte apenas da realidade brasileira, em outras cidades como Londres,  Nova York as pessoas também vivem esse problema. Esta semana um caso de violência chamou atenção, um estudante abriu fogo em uma escola de uma pequena cidade da Finlândia, Helsinque. Ele matou pelo menos dez pessoas e suicidou. O atirador Matti Juhani Saariera era aluno do estabelecimento, ele invadiu uma sala e começou a atirar contra todos na escola às 11 horas da manhã. Foram cerca de uma hora e meia de tiroteio na escola de Kauhajoki. Mas o que leva uma estudante a agir desta forma?

Entre os fatores que interferem diretamente no comportamento das crianças e dos jovens está a relação que esses alunos vivem em casa, a condição social, a interferência  da mídia com suas programações violentas. Muitas vezes eles presenciam cenas de violência no lar, briga entre os pais e isso acaba interferindo no seu modo de agir. Não há como reduzir a violência apenas no que diz respeito à violência física, pois há várias formas da mesma, tão graves quanto. Em geral, são atos contra a integridade física, moral e social do indivíduo e da coletividade, manifestações de indisciplina, agressividade entre os alunos e contra os professores, depreciação do patrimônio da escola. As agressões verbais, o preconceito em suas mais variadas espécies, o não preparo da escola em receber um aluno com necessidades especiais. Isso tudo engloba a violência, mas é um erro grave pensar que essa realidade faz parte apenas das grandes metrópoles como o rio de janeiro e São Paulo onde o índice de violência é alto.

Em Juiz de Fora a situação não é diferente.  Pesquisa realizada pela 70ª Companhia de Polícia Militar nas escolas da região leste da cidade procurou compor um painel amplo da violência escolar. A pesquisa sobre vitimização possibilita conhecer fatos concretos de violência nas escolas e os mecanismos que favorecem a construção da violência. A pesquisa contou com a  participação de 1334 alunos, entretanto  1217 alunos evolveram os questionários distribuídos para a pesquisa sem respondê-los. Os resultados indicam que:

                             

                                   55,5% dos alunos responderam que existe

                            violência na escola onde estudam.29,73% dessa violência ocorre

                   dentro da escola e 62,91% disseram que  a violência ocorre fora da

                escola entre alunos e outros menores. Quando perguntado se existe

            roubo dentro da escola, 41% responderam que sim e 14% disseram

         que não. Foi perguntado se no último ano o aluno havia participado de

       algum roubo na escola e 4%, ou seja, 47 deles declararam ter

     participado do roubo no interior da escola. 9% não responderam.

 Se já haviam sido roubados 31,80% relataram que sim, mais

de uma vez. Embora se observe um discurso de banalização dessas

ocorrências na escola, quando constatado no questionário

“apenas canetas” é necessário enfatizar que qualquer que

seja o roubo, ele é uma forma de transgressão

e de desestabilidade do clima escolar, uma vez que

reforça a desconfiança na escola . Quando se trata

de violência física 8% disseram que já  apanharam na escola, 31% bateu em alguém  e 24%brigaram na  porta da escola.23% dos entrevistados (281 alunos) viram arma de fogo, num total de 402 armas, entre canivete, punhal,faca e revólver. Destes 55,4% disseram ter entrado   com armas na escola e 8% negaram responder, somando estes        dois, podemos constatar que o n° poderá ser maior que o apresentado.                     

Essa pesquisa foi realizada com o intuito da prevenção ativa, o chamado policiamento preventivo. Esses problemas estão presentes em todas as partes da cidade e não acontece apenas em escolas públicas, na rede privada o índice é menor, mas é existente.

Atitudes urgentes dever ser tomadas para que essa situação não se perpetue. Por quanto tempo mais vamos achar normal viver num país que é dominado pela violência, pelo medo, pela insegurança? Até quando vamos fingir que nada está acontecendo e que não estamos enxergando?

Agora mais do que nunca é necessário fazer valer o cooperativismo, a união entre pais, alunos, professores e a realização de um trabalho multidisciplinar juntamente com os profissionais da área. A ferramenta para resolver este problema é a informação.  A tarefa de educar as crianças, os jovens não é isolada, os valores sociais, os limites devem ser impostos tanto pelos pais, quanto pelas instituições de ensino. Essas atitudes são capazes de solucionar se não completamente, grande parte do problema e fazer com que a escola volte a ser um lugar tranqüilo onde os pais não precisem se preocupar e a escola por sua vez, continuará a desenvolver seu verdadeiro papel: que é a difusão de cultura, conteúdo, conhecimento. Afinal é através da educação que um país se desenvolve pois os sonhos das crianças e jovens existem independentemente da classe social, o estímulo para que eles tenham um projeto de vida é indispensável para que de fato se tornem verdadeiros cidadãos.

 

 Felipe Pena, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Comunicação da Universidade Federal Fluminense apresentou o artigo: Simplicidade ou pobreza vocabular? (OS verbos no telejornalismo brasileiro) no VIII Encontro dos Núcleos de Pesquisada Intercom – NP de Jornalismo e abordou uma questão bastante polêmica: Simplicidade ou Pobreza Vocabular?

Através de uma série de pesquisas sobre a linguagem do jornalismo na TV, Felipe Pena estudou o formato dos principais telejornais brasileiros, o uso dos verbos nesses telejornais e suas respectivas aplicações.

Por meio deste artigo, podemos constatar a importância do som no telejornal, “a velha máxima uma imagem vale mais que mil palavras”, está cada vez mais sendo desbancada, haja vista que para se ter o “todo da informação”, é indispensável a utilização dos outros sentidos e não apenas a visão.

Segundo Umberto Eco, “a linguagem televisiva é uma combinação de três códigos: o icônico, o lingüístico e o sonoro”, essas combinações são utilizadas para a compreensão da mensagem.

É fundamental ressaltar que o texto deixa claro como é importante a linguagem verbal na TV, independente de se ter alguma imagem quando vai veicular alguma notícia, a narração do repórter é indispensável  para a compreensão dos fatos.

Este artigo aborda não só a questão dos sentidos para percepção da notícia, mas a forma como essas informações são veiculadas. O uso do coloquial é imprescindível para a compreensão da mensagem. Para Vera Íris Patenostro, a linguagem coloquial é uma exigência do texto jornalístico na TV. “Quanto mais palavras forem familiares ao telespectador, maior será o grau de comunicação”. Esta afirmação tem como conseqüência “uma óbvia limitação vocabular”.

Felipe Pena ao expor esse artigo baseou-se nesses conceitos para fazer a análise nos telejornais. Ele constatou que, mesmo com as mudanças que foram implantadas nos telejornais ao longo dos anos, como a troca dos locutores por jornalistas de carreira que ficaram responsáveis pela edição e construção dos textos, a linguagem utilizada se manteve no mesmo nível, “a receita de bolo” impera até hoje nos telejornais. Nos cinco principais telejornais analisados há uma grande incidência dos verbos ser, ter, estar.

Com tudo o que foi exposto, a forma como foi realizada essa pesquisa nos faz concluir que os jornalistas elaboram os telejornais de acordo com a cultura dos telespectadores, como já se tem conhecimento, essa “produção” é feita visando o público médio dos telespectadores.   Esta afirmação pode ser feita diante da declaração do editor chefe do Jornal Nacional Willian Bonner que, compara o público do telejornal com o personagem Hommer Simpson, isso é uma forma de “subestimar o público”, ele conclui que o telespectador não conseguirá entender a notícia se ela for elaborada de uma outra forma, com uso de outras palavras. O uso do coloquial não justifica essa “pobreza vocabular”.

A busca pela audiência, acredito que seja a grande responsável pela perpetuação dessa conduta. É necessário ressaltar que a televisão atinge um grande público, a “grande massa”, não no sentido da homogeneidade onde não há público diferente, com culturas diferentes, mas por ser um canal que  de fácil acesso, onde a grande maioria das pessoas  se informam através da TV, do telejornal .

Com a evolução dos meios de comunicação, a TV teve que se adequar para não ficar de fora, a busca pela imediaticidade,“o furo de reportagem”, vem contribuindo cada vez mais para a superficialidade da notícia. Por isso cada vez mais se tem o discurso produzido, essa estratégia de “sedução”, o “info-entretenimento” sendo perpetualizado.

O jornalismo está longe de ser espelho do real, é, antes de tudo, uma construção social de “uma suposta realidade.” O telespectador não escolhe o que vai consumir, os editores, a emissora, buscam a audiência, não se tem como ideologia a difusão de cultura,  da “totalidade da notícia”, devido a esse e vários outros fatores seremos sempre “escravos da superficialidade”.

Este artigo, ao mesmo tempo desafiador e aberto a questionamentos nos faz retornar à problemática apresentada por Felipe Pena, para nós profissionais da comunicação é uma proposta desafiadora: até quando iremos aceitar essa condição de se fazer jornalismo, essa ignorância, até quando iremos continuar “produzindo Hommer Simpsons” em nosso país? A simplicidade e a objetividade ao transmitir a informação não deve ser uma forma para manter a perpetuação  desse sistema, mas um meio de transmissão dos fatos com seu real significado. Afinal, nós ”produtores de conceitos”, somos responsáveis por aquilo que difundimos.

 

 

 

 

 

 

 

 

O ciberativismo é uma forma de ativismo pela internet, é uma nova maneira  de divulgar causas, fazer reivindicações, mobilizações através de meios eletrônicos.Essa recurso é utilizado principalmente por ongs e entidades civis que visam divulgar suas causas,(que costumam ser de cunho ambiental, político ou social),  através da Internet que é um meio que atinge a grande massa. Com as possibilidades que a rede oferece de conectar  pessoas diferentes em diversas partes do mundo , esse recurso é muito utilizado pois dá oportunidade a qualquer pessoa, è uma forma de quebrar o monopólio dos meios de comunicação. Você pode participar de fóruns e grupos de discussões, enfim o ciberativismo permite a você botar a boca no trombone em defesa de uma causa que você achar justa…

Imagens virtuais

Quando se fala em imagens virtuais temos um leque de possibilidades. Mas é bom pensar um pouco nas transformações sofridas pelas imagens nesses últimos anos. Antes as imagens eram expostas de uma forma completamente diferente. Primeiramente para se constituir uma imagem ela era totalmente artesanal (eu e o produtor da imagem *Artesão), que trazia em sua essência um caráter único. Depois já foi possível utilizar técnicas e dispositivos de reprodutibiliadade, era possível reproduzir várias cópias através de uma matrix, nesse período pode-se dizer que a imagem perdia sua aura, mais a frente foram surgindo várias outras formas de expô-las. Através das revoluções tecnológicas as imagens passaram a ser coletivas, virtuais e com artifícios cada vez mais atraentes. É interessante analisar essas imagens e perceber as características de cada  uma, pensar nos  valores que a elas são atribuídos. Uma forma interessante de fazer essa análise é quando comparamos, por exemplo, imagens virtuais entre sites diferentes, da para perceber qual é mais interativo, qual se preocupa mais com a manipulação das imagens, qual valor foi agregado àquela imagem enfim, notar as características peculiares de cada uma. Ao visitar dois sites diferentes como o Último segundo e o Tribuna de Minas dá para perceber que o Último Segundo oferece uma possibilidade muito grande de imagens, quando a gente clica em um link há outras janelas para ir para vários outros espaços diferentes. Na Tribuna de Minas as imagens são expostas com intuito de ilustrar mesmo a matéria, é uma forma de confirmar o que está escrito. Enfim independente da forma como essas imagens são vinculadas à internet hoje nos proporciona uma possibilidade muito grande de conhecimento. Temos através das imagens um verdadeiro banquete visual que está aí para quem quiser conferir. E  posso garantir que essa viagem vale a pena!

Artigo

Olá pessoal! Li um artigo de Denis Russo Burgierman:Cada país tem sua miopia na revista Vida Simples da Editora Abril e achei muito interessante. Gostaria que vocês dessem uma conferida quando tiverem um tempinho. Abraços e até breve…

Na avalanche de possibilidades que o mundo digital nos oferece, tem um novo termo que vem ganhando cada vez mais espaço nas redações. O termo heterarquia que é tratado no blog de Carlos Castilho passou a ser discutido, pois ele é bastante polêmico.Esse termo diz respeito a uma nova forma de trabalho coletiva, onde não há superiores e nem normas pré-estabelecidas como nas organizações tradicionais.

               

Essa polêmica gira em torno da nova forma de produção de conteúdo, ou seja muitos consideram esse sistema instável, um verdadeiro  caos, com falta de organização, sem editores para definir o que será ou não vinculado, mas na verdade essa discussão é bem mais complexa do que a gente imagina, pois os que defendem a heterarquia pregam a diversidade  das novas formas de produção e difusão de informação.

 

Enquanto não se tem uma definição para a questão, há como você se aprofundar no assunto e ver as opiniões dos que são contra e dos que são a favor. Vale a pena conferir!

 

Hipertexto

Com o avanço da informática, a Internet ganhou um espaço de destaque em nossa sociedade, graças a essa difusão, hoje temos vários recursos no que dizem respeito a informação.E é sobre essa nova forma de informação que vou falar um pouco neste artigo. O hipertexto, permite a possibilidade de interconexão quase que instantânea através de links, uma forma não linear de apresentar a informação. Ela é agradável, permite vários recursos dentro de uma mesma página, pode  existir a conexão entre imagens, animações, sons, etc. Vários autores fizeram grandes estudos sobre o assunto, entre eles, Theodor Nelson, que foi o primeiro autor a abordar este termo em  1965,Pierry  Levy que introduziu outros conceitos sobre o tema. Para ele, o hipertexto apresenta como características seis princípios: o da metamorfose, heterogeneidade,multiplicidade,exterioridade,topologia, mobilidade dos centros, o que de uma forma geral quer dizer que o hipertexto está sempre em movimento, trata de vários assuntos, e o leitor está cada vez mais próximo de você, uma ligação, conexões.

Com essa transformação houve uma grande mudança também no que diz respeito a produção de informações. Cada vez mais o leitor/receptor tem a oportunidade de produzir seu próprio texto, tornando-se um produtor de conteúdo.Essa é a grande vantagem dessa cadeia de informações, a interativadade, a expansão da informação.

Me sinto uma pessoa feliz. Ter a oportunidade de trabalhar, estudar me transforma em uma pessoa melhor a cada dia. Fazer essa faculdade de jornalismo, é a realização de um sonho, não foi fácil chegar até aqui, no entanto faria tudo de novo se fosse preciso. Com o passar do tempo, a gente vai ganhando experiência e confesso que faria algumas coisas de outra forma, contudo adoro a vida e sei que ela  vale a pena. Acho que os erros são fundamentáis, é através deles que aprendemos a viver de uma maneira melhor. A faculdade me proporcionou conhecer muitas pessoas legais que quero levar comigo mesmo após a conclusão do curso. Quero viver, aproveitar ao ao máximo essa oportunidade e ter sempre a certeza que eu fiz a escolha certa.

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